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Estratégia Amamenta e Alimentar Brasil 

Por Natascha Façanha

Você se recorda da Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil (EAAB)(external link), que foi lançada em 2012 após integração da Rede Amamenta Brasil e a Estratégia Nacional para a Alimentação Complementar Saudável (ENPACS)?

Até o final de setembro, já foram realizadas 35 oficinas de formação de 87 facilitadores e aproximadamente 825 tutores. Estes, por sua vez, já replicaram as oficinas em mais de 165 unidades básicas de saúde, com o intuito de reforçar e incentivar a promoção do aleitamento materno e da alimentação saudável para crianças menores de dois anos no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), por meio da qualificação do processo de trabalho dos profissionais da atenção básica.

A RedeNutri acompanhou uma dessas oficinas de formação de tutores, que ocorreu em Brasília entre os dias 17 e 20 de setembro de 2013. A oficina foi conduzida por facilitadoras do Comitê Operacional da EAAB, em parceria com gestores da área de Nutrição e Saúde da Criança da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal.

Segundo a facilitadora e enfermeira Andreza Sentone*, “essa oficina foi pensada dentro de um arcabouço teórico- metodológico específico, que é a Educação crítico-reflexiva e a Educação Permanente em Saúde, porque a gente acredita que essa Estratégia parte do princípio de construção coletiva. Nós (facilitadores) construímos coletivamente com os tutores; e os tutores, então, vão construir coletivamente com as equipes das unidades básicas de saúde novas atividades, novos processos de trabalho, que venham a impactar na redução dos índices de mortalidade e morbidade infantil e aumentar o índice de aleitamento materno exclusivo e aleitamento materno continuado até 2 anos”.

E nós da RedeNutri percebemos que é possível trabalhar com essa ferramenta de formação em outros temas e processos de trabalho das equipes de saúde. “O que é muito legal é que essa nova metodologia pode ser aplicada não só para Alimentação, mas também para o Hipertenso, para o Programa do Diabético, para ‘n’ atividades educativas dentro da ESF e do PACS”, complementa Andreza.

Para a facilitadora e nutricionista Regina Lang*, “a EAAB é primordial para que se dê todo o apoio, toda a promoção e toda a proteção, não só ao aleitamento materno, mas também à alimentação complementar saudável”. Para ela, ainda há muito a caminhar. “Os desafios são grandes. Nós precisamos de equipes que estejam motivadas para efetivamente fazer essas ações e, principalmente, profissionais que participem das oficinas, das rodas de conversa da EAAB, e que efetivamente levem em frente essa Estratégia”, afirma Regina.

Um dos desafios

Entre outros desafios está o monitoramento da Estratégia, feito por meio do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN). O que a gente percebe é que existe uma leitura geral de que o SISVAN é um bom instrumento de captação de dados, mas na realidade precisa ainda de uma capacitação para o manuseio desse Sistema, e também um apoio logístico para que se possa ter essa ferramenta no cotidiano de trabalho, porque senão fica só teoria (...) É bom deixar bem claro que se não tiver a vontade política e se não tiver apoio da gestão, será mais uma Estratégia. E, por conta do que o governo tem investido na realização da formação dos tutores, o apoio da gestão a EAAB já tem”, diz a enfermeira Andreza.

Andreza aposta “que os tutores vão desempenhar o papel deles no sentido de apoiar as UBS para que elas possam fazer o enfrentamento e a transformação da realidade, por meio do aprimoramento e otimização do processo de trabalho, para que se possa atingir o que a EAAB quer, que é diminuir a morbimortalidade das crianças no Brasil”.

Para ler mais sobre a Estratégia, clique aqui(external link) .

Andreza Sentone é Enfermeira de formação; facilitadora da EAAB; membro do Comitê de Aleitamento Materno de Londrina; e professora da Universidade Estadual de Londrina. 

Regina Lang é nutricionista; facilitadora da EAAB; Professora do Departamento de Nutrição da Universidade Federal do Paraná. 

 

 


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