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Grupo de reeducação alimentar da UAS Santa Antonieta

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Autores do relato: Amanda de Souza Neves; Maria Augusta Lanzi Gonzaga

Local da experiência: São Paulo

Local de implementação: UAS Santa Antonieta "João Batista Folloni" 

Qual o público alvo? Pacientes com alterações em exames laboratoriais 

Qual foi a experiência desenvolvida?

O grupo de reeducação alimentar realizado na UAS Santa Antonieta "João Batista Folloni" da cidade de Marília foi criado a partir de uma necessidade observada em consultas médicas e acolhimentos, onde grande parte da demanda, que apresentava alterações pressóricas, alterações de exames laboratoriais como hiperglicemias, dislipidemias e hipercolesterolemias e dores em membros inferiores e coluna vertebral devido sobrepeso e obesidade em seus diferentes graus, não tinham o conhecimento necessário para uma alimentação saudável, bem como exercícios para melhorar sua qualidade de vida. A finalidade era a reeducação alimentar em 6 meses com encontros semanais, onde poderiam expor suas dificuldades, incentivar uns aos outros e obter ajuda profissional e ter a perda de peso como um resultado efetivo.

Como a experiência foi desenvolvida?

Já havia um interesse da Dra. Maria Augusta em iniciar um grupo no fim de 2012, a mesma tinha como experiência própria vivência, onde sem nenhum outro método a não ser dieta e exercicios conseguiu perder 43 quilos. Quando a enfermeira assistencial Amanda assumiu a gerência devido as férias da enfermeira gerente local, iniciou-se a princípio o chamado  "grupo de obesidade", onde realizamos uma ficha de controle para uso desses integrantes que a principio seriam os membros da equipe que foi mobilizada a participar, já que o perfil do sobrepeso é maioria na população geral. A proposta foi bem acolhida pela equipe que demostrava empolgação ao recomendar aos usuários. A Marina que trabalha conosco como auxiliar de escrita realizava o preenchimento das fichas, enquanto a Vera auxiliar de enfermagem verificava a pressão, e a Cláudia ASB (Auxiliar de saúde bucal) realizava a pesagem e medição de circunferência abdominal, Rose a ACS (Agente comunitária de Saúde) acolhia os participantes direcionando-os as salas e encaminhando para Enfermeira quando havia alterações pressóricas significantes. 

Após o aumento da demanda de usuários querendo participar, reestruturamos a equipe e espaço físico para poder acolher a todos sem cessar e nem prejudicar o atendimento normal, já que se trata de uma população volumosa. Apesar de planejada, toda atividade tem suas intercorrências e dificuldades que surgiram com o tempo, como número de funcionários que já era reduzido devido absenteísmo, férias e folgas, nos deparamos com a falta de salas e de privacidade para realizar as aferições, com aumento constante da procura de novos usuários para se inserir no grupo, o pouco apoio dos gestores quando solicitamos a presença de outros profissionais para auxilio como educadores físicos e nutricionistas não presentes no departamento de saúde. 

Que desafios foram encontrados para o desenvolvimento da experiência?

Tivemos como principal desafio a alta demanda da unidade que corresponde à aproximadamente 17 mil pessoas. Dentre essas no primeiro mês do grupo tivemos a  procura de aproximadamente 70 pessoas com interesse na participação, como nos encontramos adaptados em uma residência com pouco espaço físico e quantidade limitada de funcionários para realizar monitoramento de pressão, medidas e pesagem, fez necessário dividir a demanda em 2 grupos quinzenais.

O que esta experiência trouxe de novo?

Uma característica forte dessa população é o uso de medicações "para tudo". Quando iniciamos o grupo a Dra. Maria Augusta e a Enfa. Amanda solicitavam exames de rotina (HMG. colesterol total e frações, glicemia jejum, TSH e T4 livre) para aqueles que não tinham nenhum recente em prontuário, os resultados eram comunicados durante a aferição pressórica, e mensurações e a partir dos resultados desses exames laboratoriais a médica prescrevia fitoterápicos presentes na rede para reduzir colesterol, aumentar metabolismo, auxiliar na digestão e diminuir ansiedade dependendo de cada caso ( Alcachofra 450mg, Centelha 100mg + Fucus 150mg, Cáscara Sagrada 200mg e Mulungu 500mg). Através do monitoramento pressórico a equipe comunicava alterações para a enfermeira que encaminhava para consulta médica os que demandavam melhor atenção. Durante o andamento do grupo nos deparamos com outra grande demanda que após os primeiros resultados da perda de peso em massa resolveram participar. Novamente tivemos que planejar uma nova estratégia adequada para a realidade física e funcional realizando uma lista de espera para o inicio do próximo grupo a ser iniciado.

Ao final do grupo foi elaborado um cartão de controle para os usuários, que, após os 6 meses de acompanhamento pudessem por conta própria realizar o controle de peso, pressão e circunferência abdominal, viriam em encontros mensais na unidade para expor suas experiências, e passariam em consulta médica a cada 6 meses para renovação de fitoterápicos e repetir exames. A realização do grupo após pesagem e aferições dava- se através de palestras ministradas pela Dra. Maria Augusta que somente com dieta e exercícios eliminou mais de 30 quilos, e posteriormente contava com a ajuda da Agente comunitária Rose que também obteve com o grupo grande perda de peso e serviu de inspiração para muitos, ou porque não dizer todos os usuários participantes.

Este relato também está disponível em: https://novo.atencaobasica.org.br/relato/4231(external link)


Essa experiência foi apresentada na IV Mostra Nacional de Experiências em Atenção Básica/Saúde da Família, evento realizado em 2014, cujo objetivo é valorizar as experiências cotidianas e estimular o protagonismo local dos milhares de trabalhadores, gestores e usuários da Atenção Básica do Brasil. 


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