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Conhecendo a Nova Classificação de Alimentos 

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Autor do relato: Elenilma Barros da Silva

Local da experiência: Belém – PA

Local de implementação: Escola, universidade.

Qual aspecto do Guia Alimentar para a População Brasileira foi abordado? 

  • Ampliação da autonomia nas escolhas alimentares;
  • Classificação dos alimentos.

Qual o objetivo da experiência?  

  • Apresentar a nova classificação dos alimentos aos discentes;
  • Estimular nos discentes a análise crítica e a capacidade de distinção dos alimentos em seus diferentes grupos; 
  • Desenvolver no discente a habilidade de "pensar" a nova classificação através de uma linguagem simples e didático-pedagógica a fim de traduzi-la para o público leigo; 
  • Incentivar o trabalho em equipe;
  • Proporcionar maior interação entre os alunos da turma e a comunidade acadêmica.

Qual o público alvo? 

  • Jovens alunos de graduação em Nutrição do 5º período do curso de Nutrição da Universidade da Amazônia (UNAMA); 
  • Comunidade acadêmica e público externo à universidade.

O que motivou a experiência? 

O projeto foi criado como uma atividade de ensino desenvolvida dentro da disciplina Técnica Dietética. Considerando que o alimento é o objeto de trabalho do nutricionista e o objeto de estudo da técnica dietética, foi proposta uma abordagem mais profunda sobre o alimento. Iniciou-se pelos aspectos elementares, que englobam a classificação dos alimentos. Nesse contexto, a nova classificação proposta pela mais recente edição do Guia Alimentar para a População Brasileira foi discutida. 

Como a experiência foi desenvolvida? 

A metodologia de trabalho pode ser dividida em duas fases: a primeira, de trabalho com os alunos em sala, e a segunda, de trabalho com a comunidade acadêmica. 

Na fase de trabalho com os alunos, o tema foi inicialmente apresentado a eles por meio de aula expositiva seguida de exercício de classificação dos alimentos. A turma foi dividida em quatro equipes, cada uma responsável por abordar uma das classificações (alimentos in natura e minimamente processados, ingredientes culinários, alimentos processados e ultraprocessados). Cada equipe teve que desenvolver estratégia educativa para trabalhar o tema em linguagem simples para a comunidade acadêmica. Estimulou-se o uso de jogos e abordagens práticas que permitissem maior participação e envolvimento dos participantes.

Foram realizadas três reuniões de orientação com cada equipe para a definição e formatação adequada da ação e também da fala a ser empregada bem como para retirar dúvidas em relação ao tema. 

A segunda fase foi desenvolvida pelos alunos junto à comunidade acadêmica. Os temas foram apresentados em quatro bancadas que permitiam livre circulação dos participantes. 

Na bancada dos alimentos in natura ou minimamente processados, foi abordada a regra de ouro do Novo Guia Alimentar para a População Brasileira e dado enfoque especial aos métodos de processamento mínimo. 

Na bancada dos ingredientes culinários, esses foram abordados de forma separada:

  • Em relação ao sal, foram abordados os aspectos de recomendação e porcionamento, substitutos caseiros e o uso de ervas e especiarias; 
  • ​Em relação ao açúcar, o Guia Alimentar foi utilizado em conjunto com o Guia de Boas Práticas Nutricionais para Restaurantes Comerciais publicado pela Agência Brasileira de Vigilância Sanitária (Anvisa) para trabalhar os aspectos de porcionamento e recomendação de consumo. Discutiu-se também a nova recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a redução do consumo de açúcar de 10% para 5% do valor energético total (VET) diário. Foi feito o teste do adoçar. A equipe levou suco de fruta sem açúcar e açúcar em separado para que o participante pudesse adoçar a seu critério e a partir daí a discussão sobre a quantidade adicionada era levantada. 

Sobre as gorduras, foram abordados os diferentes tipos e usos da gordura. Discutiu-se como utilizá-la de forma adequada nos diferentes tipos de preparo e como reduzir a quantidade de gordura em receitas padrão sem descaracterizá-la. Para tanto, foi elaborado um bolo com a ficha técnica tradicional e um com a ficha técnica com a receita modificada com a redução de gordura. Foi realizada degustação pelos participantes e trabalhadas as diferenças que eram ou não percebidas por eles. 

Na bancada dos alimentos processados e dos ultraprocessados, foram discutidas a rotulagem e a questão dos corantes e conservantes. Foi reproduzido o pódio proposto pelo Guia e ampliada lista de ingredientes de alimentos industrializados para abordar os aspectos que diferenciam um alimento processado de um ultraprocessado.

Ao final, os alunos promoveram a degustação de gelatina caseira feita com corante natural de hortaliças e frutas (gelatina de uva e beterraba). 

Quais materiais foram produzidos?

  • Folders; 
  • ​Roda de classificação; 
  • Pódio educativo;
  • Receitas;
  •  Alimentos in natura, minimamente processados, processados e ultraprocessados;
  •  Rótulos de alimentos;
  • Lista de ingredientes.

 Quais foram os resultados alcançados?

Participaram dessa atividade 50 alunos do 5º período do curso de Nutrição da Universidade da Amazônia (UNAMA) e cerca de 200 participantes da comunidade acadêmica e público externo à universidade. A atividade foi realizada nos turnos matutino e vespertino. 

A atividade se mostrou positiva, pois permitiu maior integração dos alunos com a comunidade. Permitiu também que os estudantes vencessem o desafio de elaborar estratégias para tornar o aprendizado dinâmico a fim de permitir maior participação da comunidade. As atividades de orientação e avaliação em sala de aula permitiram que as propostas fossem melhor delineadas, bem como permitiram retirar dúvidas e melhorar a qualidade da explanação dos discentes sobre o tema. 

Este relato foi enviado pelo autor para compor a 1ª Coleção de Experiências da RedeNutri. 


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