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Relato de Experiência Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil -

Município de Nova Olinda do Norte/AM

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 1. Como foi o caminho para cumprir os critérios de certificação?

Não foi tão simples, porque embora no momento das pactações explicássemos que o ideal era que escolhessem ações que poderiam fazer parte do quotidiano da UBS, o que facilitaria o cumprimento das mesmas, algumas equipes, devido a inúmeras ações “esqueceram” de incluir na agenda da equipe. Mas, isso foi resolvido com o monitoramento das tutoras e percebemos que havia dúvidas em relação as responsabilidades assumidas pela ESF, mas, logo resolvemos essa situação.

2. Quais foram os principais desafios/ dificuldades deste processo até a certificação?

Sensibilizar as equipes para qComo ue percebessem que não estávamos levando um trabalho a mais e sim levando uma forma de aprimorar o que já faz parte do dia a dia da Unidade Básica.

3. Quais foram os principais facilitadores?

O gestor do Município e a Secretaria de Saúde que nos deu total apoio e os gerentes das Unidades Básicas de Saúde que aceitaram unânimes a realização das Oficinas.  

4. Quais são as ações futuras para implementação da Estratégia no seu município? 

Realizar a Oficina da Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil nas Equipes da zona rural ainda esse ano, fechando assim o Município com 100% de certificação.

5. Na prática dos serviços de saúde como você percebe a efetividade da EAAB? Você (ou os profissionais de saúde) verifica melhoras nos indicadores, como o maior período de aleitamento materno e alimentação complementar mais adequada?

Muito positiva e tivemos a oportunidade de comprovar por meio da Universidade Estadual do Amazonas –UEA que em parceria com o Município, através dos acadêmicos de medicina, enfermagem e odontologia, dentro de suas atividades de estágio rural, aplicaram um questionário de investigação no território de duas ESFs da zona urbana do município, para verificar os hábitos alimentares de menores de dois anos. De 220 crianças de 0-24 meses, 103 (47%) foram entrevistadas sobre o total de crianças elegíveis e a proporção de aleitamento materno exclusivo foi satisfatória (86%) e a permanência em aleitamento materno 6-24 meses também (68%). Isso nos mostra que está sim valendo a pena o nosso trabalho. Infelizmente, entre os alimentos mais consumidos como alimentação complementar, ainda é outro leite (na maioria das vezes composto lácteo), mucilagens e iogurtes industrializados, mas, com a intensificação na sensibilização das mães para a alimentação complementar adequada, conseguiremos. Sabemos que é um trabalho de formiguinha, mas, é necessário continuar e os resultados positivos nos motivam.

6. Você poderia detalhar um pouco mais quais são as atividades de aleitamento materno e alimentação complementar que estão sendo desenvolvidas nas Unidades de Saúde?

Realizam palestras na sala de espera, rodas de conversa e todas as Equipes realizam a Oficina da Gestante, ficando responsável pela programação a cada mês uma Unidade Básica, e um de nossos objetivos na Oficina é já ir sensibilizando as mães sobre a importância do aleitamento materno exclusivo e do acompanhamento nutricional para que possamos melhor orientar no período de introdução da alimentação complementar.

7. Como a Unidade de Saúde lida com as regras da NBCAL? Existe alguma experiência  sobre essa situação dentro da UBS ou em áreas vizinhas, como creches, farmácia...?

Todas as ESFs cumprem as regras da NBCAL. Não realizam distribuição de fórmulas lácteas infantis ou leites nas Unidades Básicas, realizamos atividades que incentivam o NÃO uso de chupetas e mamadeiras e no caso de crianças filhos de mãe portadora de HIV, recebem às fórmulas lácteas na capital do Estado. 

8. Você poderia descrever como acontece o fluxograma de atendimento das crianças na UBS?

Após o diagnóstico de excesso de peso ou déficit pela(o) médica(o) ou enfermeira, a mãe ou cuidador recebe encaminhamento para acompanhamento especializado com o profissional nutricionista e nós, encaminhamos para o educador físico e quando necessário ao psicólogo. 

  • Você quer destacar mais alguma experiência positiva do seu município relacionada à Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil? Fique a vontade!

Considero super positivo a parceria formada entre nós, profissionais nutricionistas e os médicos e enfermeiros. Porque a partir do momento em que participaram das Oficinas, passaram a compreender que o conhecimento que tinham em relação a alimentação infantil não era suficiente para fornecer a melhor orientação e com isso aumentou o número de encaminhamentos de gestantes e lactantes para consulta nutricional. 

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Relato por:

Tessa da Silva Barbosa
Nutricionista - Coordenadora da ANDI, SISVAN e PBF
Prefeitura Municipal de Nova Olinda do Norte - AM
Tel.: (92) 9159-1480/(92) 8232-7220


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Última modificação da página em Segunda-feira 21 de Novembro, 2016 15:30:26 BRST por redenutri@unb.br. (Versão 16)

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