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Anemia em gestantes adolescentes: impacto do tratamento nos desfechos perinatais 

Autores do relato: Maira Pinho Pompeu; Fernanda Garanhani de Castro Surita; Danilo Abib Pastore; Daiane Sofia Paulino; João Luiz Pinto e Silva

Local da experiência:  Campinas, São Paulo. 

Local de implementação: Hospital

Qual o público alvo? Gestantes adolescentes

Qual foi a experiência desenvolvida?

Anemia é um problema de saúde pública em todo o mundo, com prevalência estimada em 43% em países em desenvolvimento, 75% dos casos são resultantes de deficiência de ferro. Anemia durante a gestação pode impactar em consequências para mãe e para o feto, com consequências como baixo peso ao nascer, prematuridade e restrição de crescimento intrauterino. Na gestação na adolescência o risco de anemia é maior devido a necessidade de ferro para o crescimento e desenvolvimento materno e fetal.

O objetivo deste trabalho é avaliar a prevalência de anemia e o efeito de seu tratamento com sulfato ferroso, em gestantes adolescentes.

Estudo de corte transversal, com gestantes adolescentes que tiveram o pré-natal e o parto no CAISM (UNICAMP), entre junho de 2005 e agosto de 2013, e possuíam exame de hemoglobina sérica (Hb) em seu prontuário médico. Para análise, o grupo foi dividido em gestantes sem anemia e com anemia (Hb<11.0 g/dL em algum momento da gestação), e em seguida as gestantes com anemia foram dividas em gestantes com anemia sem tratamento e com tratamento (suplementação de 80 mg de sulfato ferroso ao dia, segundo recomendações da Organização Mundial de Saúde).

Foram avaliadas 458 gestações em adolescentes, com idade média de 16 anos. Destas 16 eram gemelares, totalizando 474 partos. A prevalência de anemia foi de 41.27% (189), sendo destas, 65.60% anemia leve, 33.86% anemia moderada e 0.52% anemia severa. Das gestantes com anemia, 87.24% receberam tratamento para anemia com suplementação de ferro. Parto pré-termo (p=0.004), idade gestacional no parto <37 semanas (p=0.036) e morte fetal (p=0.004), apresentaram associação com anemia não tratada. HIV positivo foi mais prevalente entre as gestantes com anemia não tratada (p=0.0018). A taxa de cesárea foi de 36.90%, sem diferença entre os grupos.

A anemia na população do estudo é um grave problema de saúde pública. Seu tratamento com suplementação de sulfato ferroso reduziu a ocorrência de resultados neonatais desfavoráveis, como parto prematuro e óbito fetal. A adesão ao tratamento através de uma assistência de pré-natal multidisciplinar e de qualidade a gestantes adolescentes pode ser ferramenta chave para a redução de desfechos neonatais negativos associados a anemia.

Contato: mairapinho@gmail.com


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