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Processo de implantação do uso dos Marcadores de Consumo Alimentar para menores de dois anos na Atenção Básica de Porto Alegre: dados preliminares

Autores do relato: Annelise Barreto Krause;  Carmen Lucia Salvador Stein 

Local da experiência: Porto Alegre, Rio Grande do Sul. 

Local de implementação: Unidades de Saúde

Qual o público alvo?  Crianças menores de dois anos

Qual foi a experiência desenvolvida?

Os Marcadores de consumo alimentar são ferramentas do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional para possibilitar o diagnóstico do padrão alimentar individual ou coletivo da população. A implantação do sistema de informação eSUS-AB na rede de atenção básica em saúde do município de Porto Alegre possibilitou o preenchimento do formulário de Marcadores de consumo alimentar, e os gestores municipais definiram a obrigatoriedade de seu preenchimento nos atendimentos à toda a população de zero a dois anos, a fim de verificar os hábitos alimentares em relação à prática de aleitamento materno e alimentação complementar saudável.

O objetivo desta experiência é descrever a implantação do preenchimento dos Marcadores de Consumo Alimentar na rede de atenção básica através do eSUS-AB. Apresentar os dados preliminares do preenchimento do formulário pelas equipes de saúde .

A partir da inclusão do formulário dos marcadores de consumo no eSUS-AB, foi determinado a obrigatoriedade de preenchimento do mesmo por todas as unidades de saúde do município durante os atendimentos de crianças até dois anos, a partir de 01 de julho de 2016. Após a emissão de Nota Técnica referente ao assunto, foram realizadas reuniões nas gerências distritais, a fim de sensibilizar as coordenações dos serviços sobre a relevância dos dados e dar orientação sobre condutas a partir das respostas dos usuários. Considerando que até momento não existem relatórios deste formulário, os dados foram coletados manualmente e digitados em planilhas do programa excel ® para análise.

O preenchimento dos formulários foi iniciado pelas equipes. No entanto, devido ao grande volume de registros, até o envio deste trabalho, obteve-se as informações apenas das segundas-feiras do mês de julho, totalizando 253 registros dos 1434 realizados ao longo do mês de implantação. Os resultados desta amostra indicam 58% de aleitamento materno exclusivo em menores de seis meses, 15% em aleitamento materno predominante, e 27% em aleitamento materno misto. Apenas 6% dos bebês não estavam em aleitamento materno. Em relação às crianças entre 6 e 23 meses, 56% seguiam alimentando-se de leite materno; a maioria consumiu frutas e comidas de panela no dia anterior e 23,6% consumiu bebida adoçada.

Ainda que os dados sejam preliminares, os resultados indicam um número importante de preenchimentos ao longo do mês de implantação do uso do formulário, uma taxa de aleitamento materno exclusivo acima da média encontrada em pesquisas anteriores, para as crianças menores de seis meses. No entanto, a prevalência de aleitamento materno em maiores de seis meses ainda é baixa, e o consumo de alimentos ultraprocessados precisa ser desestimulada desde esta idade. A partir destas informações, será possível desenvolver um trabalho focado na melhoria de hábitos alimentares saudáveis e medir o impacto das ações em saúde.

Contato: annelise em sms.prefpoa.com.br

 

 


Contribuíram para esta página: redenutri@unb.br .
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