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Enfrentando a obesidade infantil no contexto familiar de forma lúdica e interativa 

Autores do relato: Mariangela da Silva Alves Batista; Claudiney Augusto Yamaguti; Mariana Santos Barreto

Local da experiência: Itapevi, São Paulo. 

Local de implementação: Unidade Básica de Saúde

Qual o público alvo?  Escolares

Qual foi a experiência desenvolvida?

A experiência relatada ocorreu (e vem ocorrendo) em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) do Município de Itapevi (São Paulo). Em janeiro de 2011 a Secretaria Municipal de Educação (SME) promoveu a implementação de um projeto denominado “Avaliação do estado nutricional de escolares” (AENE) em todas as 42 escolas municipais de Ensino Fundamental.

O projeto é dividido em 4 fases: - Fase 1: sensibilização dos escolares por meio de aulas teóricas para estimular sua participação voluntária e despertar o interesse sobre composição corporal, estado nutricional e saúde. - Fase 2: coleta dos dados de peso e estatura. - Fase 3: cálculo do IMC e retorno dos resultados aos avaliados e familiares.  - Fase 4: encaminhamento para o Ambulatório de Obesidade Infantil das crianças com obesidade e encaminhamento para o pediatra das crianças com desnutrição.

O Ambulatório de Obesidade Infantil fica em uma UBS centralizada. O primeiro contato dos pais e das crianças é feito com um Endócrino Pediatra. Este, por sua vez, faz a anamnese, solicita exames, orienta algumas coisas referentes à alimentação e nutrição e encaminha, quando há interesse, para atividade física disponibilizada pela Secretaria de Esportes e Lazer.

Alguns casos mais complexos são encaminhados para atendimento individual com Nutrição ou Psicologia, e outros para atendimento em grupo, com ambos os profissionais. No grupo realizamos atividades lúdicas e interativas, como teatro e desenho, para as crianças e seus responsáveis com o objetivo de discutir e trocar saberes sobre algumas temáticas, tais como: composição dos alimentos ultraprocessados; rotulagem de alimentos; reconhecimento de padrões alimentares e comportamentais; quebra de paradigmas e estereótipos relacionados à obesidade; perspectiva da política de redução de danos; incentivo a boas práticas alimentares e comportamentais, dentre outras. Além disso, são fornecidas orientações gerais por meio de materiais informativos. Ao total são 5 encontros com frequência mensal.

Até o momento conseguimos finalizar 3 grupos, sendo que no último trabalhamos com o novo Guia Alimentar Para a População Brasileira. Tem sido uma experiência interessante e desafiadora, pois trabalhar o tema da obesidade infantil numa perspectiva familiar requer não só conhecimento teórico e prático por parte de nós, profissionais, mas acima de tudo sensibilidade e empatia com a causa e com os participantes. Tentamos quebrar a angústia inicial de todos os pais de que em todas as consultas médicas as crianças devem perder peso, e percebemos que ao final do grupo os mesmos conseguem sentir prazer e felicidade em pequenas mudanças, como, por exemplo, consumo reduzido de açúcar em casa. A partir da experiência deste grupo temos pensando em iniciar um novo projeto com a população adulta.

Contato: maribatista.nutri@gmail.com


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A Portaria 1.055 publicada em 25/04/2017 para o Programa Saúde na Escola prioriza ações de prevenção à obesidade infantil. Qual das ações propostas você considera mais desafiadora?





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