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Descrição da elaboração do Plano Estadual de Prevenção, Controle e doTratamento do sobrepeso e obesidade em Sergipe 

Autores do relato: Leila Almeida Gomes; Anne Rayssa Pereira de Oliveira; Ronaldo Cruz Silva; Silvia Maria Voci; Andhressa Araújo Fagundes

Local da experiência:  Aracajú, Sergipe.

Local de implementação: Regionais de Saúde do Estado

Qual o público alvo?  População em geral

Qual foi a experiência desenvolvida?

Frente à situação de transição nutricional, caracterizado pelo aumento expressivo da obesidade, em 2014, foi estabelecida a Portaria nº 438/GM/MS que estabelece as diretrizes para organização das suas linhas de cuidado (BRASIL, 2014). As Linhas de Cuidado configuram-se no desenho de percurso pelo qual o usuário deve seguir com a finalidade de atender as suas demandas de saúde, sendo desempenhada a unificação das ações preventivas, curativas e de reabilitação. (MERHY, CECÍLIO, 2003; MALTA, MERHY, 2010; FRANCO, FRANCO, 2013). Diante do exposto, evoca-se importância do estabelecimento de fluxos assistenciais seguros e garantidos ao usuário com a criação das Linhas de Cuidados bem definidas e resolutivas.

Sendo assim, o presente estudo teve como objetivo descrever o processo de elaboração do Plano de Ação e Organização na Prevenção, Controle e Tratamento do Sobrepeso e Obesidade (PAOPCTSO) das sete Regionais de Saúde do Estado, apêndices da Linha do Cuidado do Paciente com Sobrepeso e Obesidade no Estado de Sergipe.

Estudo de caráter descritivo da elaboração dos PAOPCTSO das Regionais de Saúde do Estado de Sergipe. A fundamentação teórica dos Planos baseou-se em leis, portarias e decretos, revisão da literatura a partir de artigos científicos, publicações do Ministério da Saúde referentes ao tema e informações provenientes de sites/plataformas digitais governamentais. O levantamento dos equipamentos de saúde, dos pontos de atenção à saúde e os dados de estado nutricional das populações estudadas foram conseguidos através de plataformas digitais SisvanWeb, CNESWeb e Portal do Departamento de Atenção Básica.

Avaliando as regionais de saúde nota-se que o excesso de peso foi definido da seguinte forma: 30% nas crianças, 22,3% nos adolescentes, 51,8% nos adultos e 44% nos idosos. A quantificação dos pontos de saúde das sete regionais demonstrou a presença de uma média de 239 unidades referentes à Atenção Especializada por regional, aproximadamente 140 unidades do Sistema de Apoio Terapêutico e Diagnóstico (SADT) e 165 pontos de Telessaúde no Estado.

O excesso de peso em mais de um quarto das crianças do Estado preocupa, pois a obesidade infantil além de ser fator de predisposição para sérias comorbidades reflete os hábitos alimentares inadequados das famílias e das comunidades (SANTOS; SHERER, 2014). As elevadas prevalências de obesidade em idosos evoca certa preocupação, tendo em vista estado nutricional destes não relaciona-se apenas com às mudanças biológicas inerentes da idade, apresenta também uma relação positiva com práticas e hábitos de toda uma vida. (CABRERA et al., 2001; SILVEIRA et al., 2009; CAVALCANTI et al., 2010).

A elaboração de protocolos e/ou fluxos que orientem o caminho a ser percorrido pelo paciente dentro dos serviços de saúde demonstra uma importante significância, tendo em vista que ações bem estabelecidas e concretas facilitam e dinamizam o serviço, sendo notadas melhorias em todas as partes do processo, da gestão ao usuário.

Contato: leilagomes.se@hotmail.com


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A Portaria 1.055 publicada em 25/04/2017 para o Programa Saúde na Escola prioriza ações de prevenção à obesidade infantil. Qual das ações propostas você considera mais desafiadora?





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