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Experiência Exitosa da I Oficina Nutritiva em área Indígena com a etnia Munduruku 

Autores do relato: Maria Eliane Gonçalves

Local da experiência: Jacarenga Polo Base Katõ e Restinga. 

Local de implementação:  Distrito Sanitário Especial Indígena Rio Tapajós

Qual o público alvo? Famílias em vulnerabilidade alimentar

Qual foi a experiência desenvolvida?

O desafio da soberania alimentar foi um tema trazido às preocupações do Distrito Sanitário Especial Indígena Rio Tapajós, considerando que 15,4% (fonte: CGAPSI 2015) da população infantil de 1.945 menores de cinco anos (fonte: SISVAN 2015) aprestaram baixo e muito baixo peso para a idade conforme analise do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional – SISVAN 2015.

Com esses dados, a Divisão de Atenção a Saúde Indígena – DIASI em conjunto com a equipe de nutricionistas através de sua referência técnica foi elaborado o Projeto Oficina Nutritiva “o alimento local tem seu valor”, com o objetivo de promover o interesse ao consumo alimentar através do aprendizado diversificado de preparações de refeições saudáveis com os próprios alimentos locais existentes, além de valorizar a cultura alimentar local.

Dessa forma, a conduta para a realização do projeto se deu por meio de rodas de conversas com as comunidades de cada polo base envolvidas para apresentação do projeto, onde o mesmo foi bem aceito, o público alvo foi às famílias que se encontravam em vulnerabilidade alimentar, cujas apresentavam crianças menores de cinco anos com o desenvolvimento comprometido devido à falta de alimentação diariamente ou sua variedade, com a busca ativa desse público foi possível focar no objetivo principal que é recuperar o estado nutricional dessas crianças através dos alimentos ali presentes sendo esses de fácil acesso e manejo garantindo, assim, pratos variados de boa aceitabilidade e excelente paladar e garantia nutricional. Durante a execução da oficina foram abordados temas como alimentos industrializados e seus malefícios, consumo excessivo de sal (sódio), açúcar, óleo (frituras) entre outros. Foram abordados também temas como desnutrição e suas principais causas e consequências durante a fase dedesenvolvimento infantil. 

A metodologia utilizada foi a roda de conversa, registro dos alimentos locais através de conversa com a comunidade, compromisso das mulheres juntarem os alimentos existentes para a realização da oficina nutritiva, escolha do local da oficina pela as mulheres envolvidas. Foram utilizados o espaço da escola que tinha fogão a gás para agilizar o processo de aprendizagem. O projeto se caracteriza em atividade continuada.

Os alimentos escolhidos pelas as mulheres indígenas foram: Macaxeira, Cará, Batata doce, Castanha do Pará, Açaí, Buriti, Banana, Cana-de-açúcar, Goma de tapioca, Farinha grossa, Pupunha, Côco verde, Graviola, Biribá, Mel, Mexerica, Laranja, Limão, Jambo, Murici, Caju. Diante do levantamento foram realizadas receitas sugestivas para execução da oficina, conforme os alimentos disponíveis na aldeia. Foram realizadas receitas a exemplo do leite de castanha, mingau de banana, mingau de cará, mingau batata doce todos com leite de castanha do pará. 

Receita do leite de castanha do Pará:1 litro de castanhas do Pará + 500 ml de água filtrada.Juntar os dois ingredientes e bater no liquidificador ou pilão e coar, servir em seguida.

Contato: maria.eliane@saude.gov.br


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