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Avaliação antropométrica e dietética de adolescentes no início da gestação 

Autores do relato: Maira Pinho Pompeu; Fernanda Garanhani de Castro Surita; Marina YumiCrubelatti; Daiane Sofia Paulino; João Luiz Pinto e Silva

Local da experiência:  Campinas, São Paulo. 

Local de implementação: Consulta de pré-natal

Qual o público alvo? Adolesentes gestantes

Qual foi a experiência desenvolvida?

Na gestação de adolescentes, as necessidades nutricionais se encontram aumentadas, para dar suporte ao crescimento e desenvolvimento materno e fetal. Avaliação antropométrica e dietética no início do pré-natal permite o diagnóstico de gestantes em risco nutricional, com ganho de peso gestacional inadequado e carências nutricionais, prevenindo complicações maternas e neonatais associadas a alimentação.

O objetivo deste trabalho é avaliar a composição corporal e o perfil dietético de adolescentes no início da gestação. 

Estudo de corte transversal, no CAISM (UNICAMP), com gestantes adolescentes em sua primeira consulta de pré-natal, com avaliação antropométrica por peso, altura, índice de massa corporal (IMC), análise da porcentagem de gordura corporal (%GC) por bioimpedância (BIA) e dobras cutâneas (DC), e avaliação dietética, através de Recordatório de 24 horas. Para a avaliação da adequação dietética e da estimativa de gasto energético total, seguiu-se as recomendações da Dietary Reference Intakes, 2006. Dados sócio demográficos foram coletados através de questionário. Foram calculadas as médias, desvio padrão e frequências.

Foram incluídas 87 adolescentes primigestas, com idade média de 15(±1.4) anos, e IMC médio pré- gestacional 22.2Kg/m²(±4.2), sendo 13.8% baixo peso, 59.9% eutrófico, 18.4% sobrepeso e 8% obeso. Na primeira consulta de pré-natal o IMC médio foi 22.9 Kg/m2 (±4.2), sendo 4.6% baixo peso, 63.2% eutrófico, 20.7% sobrepeso e 11.5% obeso. A variação média de peso entre os dois momentos foi de 1.7Kg (±4.4). A %GC média por DC e BIA foi 31.9%(±4.4) e 28.7%(±4.6), respectivamente, com forte correlação entre os métodos (r=0.77372). O consumo energético médio foi 116.8% (±67.2) da recomendação diária média (1805.5Kcal/dia; ±67.2). O consumo excessivo de carboidrato e lipídio foi visto em 36.8% e 31% das adolescentes, respectivamente. O consumo insuficiente de cálcio foi observado em 94.3% das adolescentes, zinco em 34.5% e ferro e ácido fólico, ambos em 98.8%. O consumo de proteína e zinco tiveram correlação negativa com a %GC por ambos os métodos (r=-0.3096 e r=-0.2363). Das gestantes, 45% (39) suplementavam ácido fólico e 18% (16) sulfato ferroso. Cinco gestantes (6%) faziam o uso de multivitamínicos.

O uso concomitantemente das técnicas antropométricas, permite um diagnostico nutricional preciso. A %GC por DC apresentou boa correlação com BIA. Entretanto, baixa correlação quando utilizada em gestantes com baixo peso e obesidade. As gestantes adolescentes apresentam em média IMC eutrófico, porém, com alto %GC, que pode se justificar pelo consumo inadequado de proteína e zinco. Estes resultados mostram a importância de uma assistência de pré-natal multidisciplinar, que associada ao diagnóstico nutricional adequado, pode ser a chave para a redução de desfechos neonatais negativos.

Contato: mairapinho@gmail.com


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