O guia de consulta, documento produzido pelo Ministério da Saúde, destina-se aos profissionais de saúde de toda a rede de atenção do Sistema Único de Saúde (SUS) e de seu Subsistema de Atenção à Saúde indígena, em especial àqueles que atuam na atenção básica, vigilância epidemiológica e que permanecem em contato direto com as populações sob risco, e destaca os aspectos relativos à vigilância epidemiológica, assistência e atenção nutricional do beribéri. Além disso, pode ser utilizado como material de consulta e fonte de informações sobre a doença.

O documento visa à adoção das medidas de detecção, prevenção e controle da doença em tempo oportuno. Além disso, apresenta situações predisponentes da doença, sua patogenia, quadro clínico, manejo clínico, orientações nutricionais, atribuições  dos membros das equipes de saúde e responsabilidades dos gestores, além de lista de alimentos e quantidade de tiamina, entre outros. 

Conheça o material e saiba mais sobre essa doença de natureza carencial, clicando aqui.(external link)

Sobre o Beribéri

No Brasil desde 2006, têm sido notificados casos de beribéri* nos estados de Maranhão e Tocantins. Em 2008 foram identificados casos suspeitos de beribéri em indígenas no munícipio de Uiramutã/ Roraima e deste então estão sendo empreendidas ações em parceria com o estado e município na investigação, acompanhamento, prevenção e controle do beribéri,

  • Beribéri: doença causada pela deficiência de tiamina (vitamina B1).  


Tendo em vista que há mais de oitenta anos não se tinha registro de surtos de beribéri no país, sua relevância epidemiológica se deve ao fato de acometer, majoritariamente, adultos jovens do sexo masculino, e pela sua capacidade de causar surtos e epidemias com o adoecimento e óbito em curto período de tempo.

O beribéri tem sido um importante problema de saúde pública, determinado pelas condições de vida e trabalho, sendo imprescindível, além das políticas de saúde, a definição de ações o bojo das políticas sociais para o seu enfrentamento.