O Beribéri é uma doença causada pela deficiência de Tiamina (vitamina B1), de natureza multicausal, que, apesar de fácil tratamento, pode levar ao óbito. No Brasil, os casos mais recentes ocorreram, a partir de 2006, após o surgimento de óbitos em adultos jovens por causa mal definida no estado do Maranhão. Mais tarde, novos casos foram notificados nos Estados de Tocantins e Roraima. Entre os anos de 2006 e 2015, foram confirmados 2.201 casos de Beribéri nos Estados do Maranhão, Roraima e Tocantins, sendo que 48 pacientes evoluíram à óbito.

Grande parte dos surtos de Beribéri associa-se a condições de pobreza e fome, relacionando-se com situações de insegurança alimentar e nutricional grave, alimentação monótona baseada em arroz polido, elevado teor de carboidratos simples. Alguns grupos de risco específicos são mais acometidos pelo problema, como alcoolistas, gestantes, crianças e pessoas que exercem atividade física extenuante.

Os casos de Beribéri devem ser notificados ao Ministério da Saúde, conforme orientação do Guia de Consulta para Vigilância Epidemiológica, Assistência e Atenção Nutricional dos Casos de Beribéri, por meio da Ficha de Investigação Clínica e de Notificação dos Casos de Beribéri disponibilizada no sistema de formulários do DATASUS – FormSUS através do link: http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=23655(external link).  

O tratamento do Beribéri é realizado com a administração de Tiamina. A aquisição dos suplementos de Tiamina é de responsabilidade dos municípios ou estados (onde couber), a partir do recurso financeiro do Componente Básica da Assistência Farmacêutica.  Na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (RENAME 2014) encontramos uma apresentação de Tiamina: Cloridrato de Tiamina 300 mg (comprimido).

Para mais informações acesse: http://dab.saude.gov.br/portaldab/ape_pcan.php(external link)