A Semana Mundial de Amamentação que começou nesta terça-feira (1º de agosto) e vai até 7 de agosto tem com objetivo encorajar o aleitamento materno e melhorar a saúde dos bebês em todo o mundo.

Mais de 120 países participam dos eventos e celebrações que neste ano têm como tema "trabalhando juntos para o bem comum".

Expectativas

Várias agências da ONU estão envolvidas nessa iniciativa, como por exemplo a Organização Mundial da Saúde, OMS e o Fundo para a Infância, Unicef.

Para saber mais detalhes sobre a expectativa e sobre as dificuldades no processo de amamentação, a ONU News foi conversar com duas colegas que trabalham nas Nações Unidas Ana Carmo, cujo filho está com 11  meses e Leda Letra, cuja filha ainda não tem um mês.

Ana Carmo falou sobre a importância do apoio das pessoas que estão perto da mãe neste momento inicial.

"Olha, eu acho que há sempre muitos desafios na amamentação. No início, existe um período de adaptação tanto da mãe como do bebê. Eu acho que é importante esse período ser de apoio a nossa volta. Eu acho que importante esse apoio que é para a mãe não se sentir totalmente desamparada nessa nova caminhada. No meu caso pessoal correu bem. Eu tive algumas dificuldades no início e eu queria muito amamentar. Então, não sei também se por trabalhar na ONU você vai ouvindo todos os dias a importância da amamentação, a importância do leite materno, a importância para o crescimento da criança. Eu era um pouco teimosa. Eu dizia mesmo: isto vai funcionar, de um jeito ou de outro vai acontecer. E aconteceu até agora!"

Leda Letra falou do processo de adaptação dela e da filha nesse início da amamentação.

"Pois é, eu estou com uma bebê recém nascida de menos de um mês e a minha expectativa era aquela que a gente vê nas revistas e nas redes sociais da mãe plena, super calma, amamentando o bebê. Aquela cena super bonita, que a gente está acostumado a ver na televisão e a realidade, pelo menos para mim, por enquanto, minha bebê é muito novinha e a gente ainda está aprendendo tanto eu quanto ela, mas a realidade foi bem diferente. Depois, com o tempo, a gente veio para casa e agora ela está um pouquinho maior e então agora é que a gente está começando a ter um melhor ritmo, ela está pegando melhor na amamentação e está se alimentando melhor."

Sacrifício

Fazendo uma comparação Leda disse que sentiu uma melhora desde o nascimento da bebê até agora.

"Com certeza eu já vejo uma grande diferença desde o dia em que ela nasceu até agora no sentido da amamentação. Mas eu acho que é importante continuar tentando, acho que é um dos primeiros grandes sacrifícios que uma mãe faz pelo seu filho. A gente amamenta por quê? Nesse momento, minha filha não tem as vacinas ainda, ela só vai tomar com dois meses. O meu leite é a única fonte de anticorpos para ela, a única maneira que eu posso protegê-la é amamentando. Então, por mais que não esteja sendo tão fácil para mim neste começo, é um sacrifício que a gente tem que fazer pelo bem-estar do bebê."

Benefícios

Segundo a OMS, o aleitamento materno é uma das formas mais eficazes de garantir a saúde e a sobrevivência dos bebês.

A organização diz que se toda criança no mundo fosse amamentada desde o nascimento até completar os dois anos de idade, 800 mil vidas seriam salvas anualmente.

Os especialistas da OMS afirmaram que os benefícios se estendem também às mães. Entre eles estão um método natural de controle de natalidade, apesar de não ser 100% garantido, assim como a redução dos riscos de câncer na mama e no ovário, diabetes tipo 2 e depressão pós-parto.