Os agrotóxicos passaram a ser utilizados em larga escala no país a partir da entrada do Brasil na chamada “revolução verde”, com o uso de diversas técnicas para aumentar a produção no campo. No entanto, pesquisas científicas realizadas aqui e no mundo inteiro demonstraram que esses pesticidas representam um perigo para a saúde de quem consome os alimentos nos quais eles são utilizados e também para a saúde de quem trabalha com eles na lavoura. O “Dossiê Abrasco – Um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde” foi uma das publicações que reuniu evidências dos riscos relacionados ao uso indiscriminado desses produtos e instituições de grande renome ligadas à saúde pública, como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Instituto Nacional de Câncer (INCA) e a própria Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), já divulgaram alertas sobre o perigo dos agrotóxicos, indicando a necessidade de um controle efetivo na utilização dessas substâncias.

O Brasil, entretanto, é recordista mundial na utilização de agrotóxicos e, recentemente, o país vê o risco do controle sobre o uso de pesticidas se tornar ainda mais frouxo. Uma Medida Provisória que altera as regras para o uso desses defensivos agrícolas e que possibilita o uso de substâncias potencialmente cancerígenas foi desengavetada e pode ser posta em prática.

Segundo a MP, determinadas substâncias, até então proibidas por serem cancerígenas ou poderem causar anormalidades em fetos, poderiam ser autorizadas quando fossem encontradas condições de uso apropriadas para reduzir esses riscos. Além disso, seria suspensa a regra que só libera a aprovação de agrotóxicos que tenham comprovadamente uma ação tóxica menor ou igual aos já autorizados. O Ministério da Agricultura afirma que a ideia é ter um modelo baseado em risco, no qual Anvisa, Ibama e Agricultura estejam os três sempre de acordo. Mas o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) criticou a MP.

De olho nesse embate, o Sala de Convidados discutiu Agrotóxicos e Saúde na última terça-feira (15), ao vivo, no Canal Saúde. O programa falou sobre as questões científicas e de saúde pública relacionadas ao uso dos pesticidas e debateu quem ganha e quem perde com as novas medidas propostas.

Para discutir o assunto, os convidados foram o pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz, Luiz Cláudio Meirelles; a pesquisadora do INCA, Marcia Sarpa; e o pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), ligada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Robson Barizon. Não perca!

Sobre o Sala de Convidados

Programa ao vivo, apresentado por Renato Farias, inédito toda terça-feira, das 11h às 12h. Os temas em geral são factuais, relacionados às políticas públicas na área da saúde e a participação do espectador pode ser antecipada ou no dia com perguntas através do número 0800 701 81 22, pela fan page do Canal Saúde, pelo e-mail canal@fiocruz.br e pelo chat (apenas durante o programa) no site da TV.

Como assistir

Televisão: canal 2.4, no Rio de Janeiro e em Brasília e 62.4, em São Paulo, na multiprogramação da TV Brasil, no Sistema Brasileiro de TV Digital (também é acessível para celulares com TV); em todo o Brasil por antena parabólica digital (frequência 3690). Internet: acesse www.canalsaude.fiocruz.br(external link) e clique na página principal em Web TV (acessível por computadores e dispositivos móveis).

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Mais informações:
Canal Saúde/Fundação Oswaldo Cruz
Assessoria de Comunicação – Gabriel Cavalcanti
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