São conhecidas, em todo o mundo, as consequências de uma prática alimentar inadequada e do sedentarismo: obesidade e doenças crônicas não transmissíveis. A obesidade, em especial, afeta uma em cada quatro crianças em idade escolar e um a cada dois adultos. Este cenário tem gerado uma crise mundial na saúde pública, a qual precisa ser prevenida e controlada por meio de ações em âmbito mundial que promovam o direito à saúde, à alimentação adequada e à informação  sobre o tema.

Alguns países, entre eles, o México, Brasil, Costa Rica e Equador, têm desenvolvido estratégias, para o público infantil,  de incentivo à pratica alimentar saudável.

Dentre as ações desenvolvidas, pode-se citar estratégias de  criação de ambientes saudáveis nas escolas que garantam o acesso, pelas crianças, a alimentos locais, naturais ou minimamente processados e saudáveis. Além disso, em alguns locais discute-se a proibição da propaganda de produtos industrializados, com alta densidade energética e altos teores de sódio, açúcares e gorduras, voltada ao público infantil.

Entretanto, algumas medidas ainda precisam ser tomadas no que diz respeito à regulação de alimentos. Identificar, claramente, nos rótulos de alimentos e bebidas que estes não são recomendáveis devido ao seu alto teor de calorias, sódio, açúcar e gorduras, incentivando o consumo de alimentos naturais não processados, pode ser uma boa saída na tentativa de frear o consumo indiscriminado de certos alimentos.

Medidas como a taxação de alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas também têm sido adotadas por alguns países da Europa. Além disso, desenvolver estratégias de informação e comunicação, com o apoio de especialistas e meios de comunicação e organizações da sociedade civil, em caráter contínuo, também podem ser efetivas na medida em que alertam o público sobre os perigos do consumo regular desses produtos, incentivando-o a adotar hábitos alimentares saudáveis

A luta contra a obesidade infantil é apenas uma dentre as diversas iniciativas que visam assegurar aos indivíduos o direito à uma alimentação adequada e saudável.  Entretanto, cabe destacar a importância da articulação entre vários setores de governo, com a participação de organizações da sociedade civil, profissionais de diferentes áreas e especialistas.

Essas, e outras recomendações podem ser conferidas em documento publicado pela Associação Mundial de Nutrição em Saúde Pública. Você pode conferir o artigo, na íntegra, clicando aqui(external link) ou acessando a pasta diretório em nossa biblioteca O título do documento é Standing up for children’s rights in Latin America.