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Edulcorantes, maltitol, aspartame e umectante. Você sabe o que são estas substâncias? São ingredientes de um produto industrializado. Um número elevado de ingredientes e, sobretudo, a presença de ingredientes com nomes pouco familiares, que não são usados em preparações culinárias, indicam que o produto pertence à categoria de alimentos ultraprocessados. Por isso é muito importante aprender a ler o rótulo daquilo que consumimos. Saber desde a composição e as informações nutricionais até os avisos dos fabricantes.

A bacharel em relações públicas, Patrícia Marques, já fez disso um hábito. Aprendeu a ler minuciosamente as embalagens antes de comer qualquer produto. E o que ela ganha com isso? “Tem muito alimento que parece ser saudável e na verdade não tem nada de saudável. Eles escondem isso com a embalagem. Tem produtos que você acha que não têm açúcar, gordura hidrogenada e na verdade é uma bomba calórica. Eles se disfarçam.”, destaca.

Depois que começou a conhecer os ingredientes dos produtos, a Patrícia retirou alguns alimentos da alimentação dela, principalmente os que têm sódio em excesso. “Veio por cuidado mesmo, pra saber o que estou consumindo. Quem não tem a curiosidade de saber o que são esses nomes acaba consumindo algo ruim pra saúde. Tem que ler o rótulo dos alimentos! Você cria esse hábito e te ajuda a fazer as escolhas certas. Se comer errado, tem consciência do que está consumindo”, ressalta. 

CONHECER A ORIGEM DOS ALIMENTOS 

Conhecer a composição daquilo que comemos é ainda mais importante para quem tem algum tipo de alergia alimentar. É o caso do fotógrafo Maurício Zanin, que não pode comer arroz ou derivados. Para evitar transtornos, há anos ele passou a ler os rótulos antes de comer qualquer coisa. “Tem uma quantidade de ingredientes colossal que pode te fazer mal e você não percebe. E você só vai saber quando tem uma reação alérgica forte. A partir de então, eu, minha mãe, minha esposa, antes de comer, lemos o rótulo”, conta.

Zanin lembra que há alguns anos os rótulos eram pouco interessantes e não traziam tantas informações como hoje. A legislação trouxe exigências para a indústria alimentícia. “Ainda têm aqueles mais claros e com letras pequenas. Ai se eu não consigo ler o rótulo eu não como o alimento. Imagine antes, quando não tínhamos o rótulo, quantas crianças não morreram de alergia sem saber o motivo”, lembra o fotógrafo. 

A ESCOLHA DOS ALIMENTOS 

A coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Michele Lessa, aconselha que criemos o hábito de ler as embalagens dos produtos. “O rótulo nos permite identificar entre os alimentos, qual deles têm menos sódio, menos açúcar, menos gordura. Quais têm ou não conservante. Dê preferência os que não tenham. Se têm ou não glúten, para aquelas pessoas quem têm doença celíaca. O rótulo nos permite identificar se o produto está vencido ou não, quando observamos o prazo de validade do alimento”.

Outra dica da Michele é evitar alimentos com aditivos, edulcorantes e conservantes. “Quanto mais dessas substâncias que têm nomes esquisitos, pouco familiares, que não temos em casa, menos saudável o alimento é. Por isso precisamos optar por produtos orgânicos e preferir alimentos in natura ou minimamente processados. Além de limitar o consumo de alimentos processados e evitar os ultraprocessados”, ressalta. 

COMO LER OS RÓTULOS 

Cabem às empresas que produzem alimentos se adequarem às normas de rotulagem dos produtos. É possível denunciar embalagens que não seguem a legislação à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por meio e-mail ouvidoria em anvisa.gov.br, para a Vigilância Sanitária mais próxima, ao Procon ou Ministério Público.


 

Acesse conteúdo da Anvisa(external link) sobre a rotulagem de produtos.

Fique atento à lista de ingredientes dos alimentos industrializados! Para saber mais sobre esse assunto, leia o Guia Alimentar para a População Brasileira(external link).

Assistam ao vídeo relacionado ao tema: “Sabia que ler rótulos pode te ajudar a se alimentar melhor(external link)?”.   

Para saber mais sobre esse assunto e acessar as demais notícias relacionadas à agenda de alimentação e nutrição no SUS, baixe aqui(external link) a Segundeira da CGAN dessa semana. 


Nesta edição:

  • Por que é preciso ler o rótulo dos alimentos?·        
  • Publicação do livro “A Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica no Brasil: uma trajetória de luta pelo desenvolvimento rural sustentável”·        
  • América Latina e Caribe buscam transformar sistemas alimentares para acabar com a fome e a má nutrição·        
  • Será ministrada a 4ª turma da Oficina de Sistema do PBF na Saúde no dia 13/09/2017 (quarta-feira) em Brasília/DF·        
  • Encerramento da 1ª vigência de 2017/ Abertura da 2ª vigência de 2017·         “Diversidade de olhares é a maior virtude do Sisan”, diz presidenta do Consea·         Espaço dos estados·        
  • De olho na evidência·        
  • Implementando o Guia Alimentar para a População Brasileira - O Misterioso Caso da Bandeja de Brigadeiros·        
  • Monitoramento Semanal de Programas Estratégicos da CGAN·        
  • Saiu na Mídia

A Segundeira da CGAN é o informativo semanal da Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, na qual são apresentadas as principais notícias da semana, agendas previstas da Coordenação, além de trazer atualizações sobre evidências científicas, textos de apoio para a implementação das recomendações do Guia Alimentar para a População Brasileira e atividades realizadas nos municípios e estados relacionados à agenda de alimentação e nutrição no SUS e monitoramento de alguns programas.

 

Coordenação-Geral de Alimentação e Nutrição
Departamento de Atenção Básica
Secretaria de Atenção à Saúde
Ministério da Saúde

 

Portal do Departamento de Atenção Básica: http://dab.saude.gov.br/portaldab/(external link)

Comunidade de Práticas:https://www.facebook.com/comunidadedepraticas(external link)

RedeNutri: http://ecos-redenutri.bvs.br/tiki-view_articles.php(external link)

 

  

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